.



"Todos sabemos que cada dia que nasce é o primeiro para uns e será o último para outros e que, para a maioria, é so um dia mais."
José Saramago

sábado, fevereiro 23, 2008

Naufrágio - parte VI

Não, não voltei a naufragar.
Aventurei-me e enfrentei o mar e os medos e todos os tormentos de quem muda vida, na esperança de a melhorar.
Aventurei-me!
Assim como entrei no barco que me levou a naufragar naquela ilha desconhecida e a passar tempos e tempos da minha vida naquele mar, ora mansinho ora catastrófico, senti necessidade de me aventurar numa jangada improvisada e abandoná-lo.
Estava a sufocar.
Não foi fácil!
Temia continuar perdida e não conseguir encontrar o meu Norte!
Mas a solidão transformou-se numa boa amiga.
Aqueles dias de tormento ajudaram-me a reflectir e tirei algumas conclusões.
Sou mais além de um corpo. Muito mais!
Tenho em mim uma mente poderosa (só não tem quem não a tenta desenvolver, eu creio).
Percebi que o norte posso ser eu, ou sou mesmo!
Na realidade, por vezes ainda sinto aquela brisa. Não guardo rancores e, estranhamente, é com um sorriso que recordo a ilha e o mar.
Mas não desejo voltar a perder-me por lá!
Posso não saber bem o que quero, mas sei o que não quero.
Encontrei-me aqui e agora e sinto-me bem...
Esta terra é nova, ainda, e tem tanto para eu descobrir!
Temo, claro que temo!
Parece rica e abundante em coisas boas...
Os defeitos existem sempre e estou preparada.
Mas também, que é que perco?


Talvez vá dando seguimento a esta história e o meu Naufrágio não tenha um final.
Talvez tenha apenas um novo título, quiçá...

quinta-feira, fevereiro 07, 2008

A vida inspira-me!


Sentada sobre algumas meias dúzias de grãos de areia de uma qualquer praia do litoral português, observo o mar e deixo que o primeiro sol de 2008 me inspire.
De pernas cruzadas e com a folha virtual sob as minhas mãos, fecho os olhos e deixo que os sentidos conduzam os meus dedos.

Sinto o cheiro do mar, a força das ondas e a energia do sol.
Num ápice de um abrir e fechar de olhos, observo os viajantes que por mim passam.
Novelos de histórias, metros e metros de novas ideias, invadem a orbe do meu ser.
Assim viajo um pouco mais.
Dou a volta ao nosso planeta e a centenas de outros novos mundos.
Atravesso milhares de outras histórias, tão diferentes das minhas, tão melhores e tão piores.
Tão únicas.



Hoje não quero saber se escrevo bom português ou se apenas agrado a uma pequena porção de “gatos-pingados”.
Nem queria, sequer, escrever.
Mas existem situações que perdem o encanto, quando controladas.

Por isso, deixo os meus dedos saltarem de tecla em tecla, como fazem os insectos nos areais do deserto para não queimarem as patinhas.
O resultado poderá não ser o melhor mas será, para mim, certamente positivo.


Não quero, hoje, saber se escrevo bom português.
Quero apenas viajar por sonhos, captar energias – que até poderão existir em mim.
Quero inspirar-me no sol, na areia, no mar e em alguns olhares e sorrisos com que me deparo.
...simplesmente sentir...

A vida inspira-me!

sexta-feira, fevereiro 01, 2008


Viro uma página da minha vida, uma volta de alguns graus.
Mais uns passos, sinto-me bem.
Olho-te e olhas-me e juntos perdemo-nos num só olhar...
...que é nosso.
Porque nesta estrada sem limites, correr e voar não dá multa.
E descobrir contigo caminhos só nossos é uma sensação boa demais!
A distância agora não me assusta e a proximidade nunca existe em demasia.
Perco-me em sonhos e encontro-me ao encontrar-te, nesta realidade mágica.
E agarro-me a nós.
Não me prendo, deixo-me embalar neste abraço.
Adoro!!!
Agarra-te também, amor, e recebe o meu colo.
Adormece em mim e leva-me contigo no nosso tapete voador...


Para ti, visto-me de sorrisos...
...e fico a olhar-te com estes olhos brilhantes de espanto de quem está a descobrir o mundo.

Porque te amo!

sábado, janeiro 26, 2008

A minha vida não tem tectos.


A minha vida não tem tectos.
Por isso, fechar-se uma porta ou uma janela não implica a perda da claridade.
Aqui cresço sempre: as escadas vão dar ao infinito e todos os degráus são importantes e, quiçá, únicos.
Quando sinto necessidade de descer – para depois subir com mais vigor – raramente piso o mesmo.

Porque a vida – metaforizada nesta escada – é como um rio que corre, e porque o tempo é como o vento que o sopra sempre em frente, cujo retrocesso implica uma nova tentativa e não a repetição da mesma em eco.

sábado, janeiro 19, 2008

Oh, chama-se vida!


As rasteiras da vida tornam-nos pessoas melhores.
Fazem-nos encarar o mundo de outra forma, porque passamos a vê-lo precisamente de outra perspectiva:
-juntinho ao chão, para apreciarmos melhor a sua grandiosidade e tomarmos consciência da nossa exiguidade.
Nunca estamos preparados para novas situações.
E eu não sou excepção!
Mas vou dar este passo.
Apenas porque me apetece!
Um novo final e um novo começo.
Sim, novos, porque todos os anteriores foram iguais.
O passo? Não será maior do que a perna, e se for dou um salto.
Porque, felizmente, posso ser quem quiser. E saltar e correr. Dançar num palco mágico e subir ao céu.
E, se cair, será o chão o porto onde me agarro para não ser levada pelas ventanias do destino.
Um passo atrás poderá ser dado mas prefiro sempre evitá-lo.
Corajosa ou despreocupada? Não importa.


O importante?
Oh, chama-se Vida!

sexta-feira, janeiro 11, 2008

A boneca de porcelana


É a boneca mais linda que já vi – comentava quem passava.
Todos a olhavam com espanto, com encanto.
Na loja das porcelanas, fazia da montra a mais bonita lá do sítio.
Nem o dono a queria vender com medo de perder clientela.
E as cópias nunca eram iguaizinhas. Era perfeita aquela.

Um dia quebrou.

sábado, janeiro 05, 2008

A mudança

Aquele seria apenas mais um dia.
Saiu de casa, mala ao ombro e um estilo clássico, com traços fortes de uma vida dura.
Farta dos berros das crianças do andar de cima, que acordavam com fome a meio da noite, e do barulho - a que hoje se chama música - que ouviam os estudantes do andar de baixo; farta das cusquices do porteiro que, apesar de ser homem, controlava a vida dele e de todos os que por lá passavam; farta dos aviões que passava a cada 10 minutos; farta das conversas sem conteúdo do café da esquina e dos piropos inoportunos dos arrumadores de carros e dos serventes, que sempre existiam naquelas bandas…
Dormia sempre de televisão ligada para camuflar tanto banzé e sentir que era vida aquele estado de existência.
À hora marcada, chegava de táxi à morada que recebera por contacto telefónico.
Iria visitar um apartamento, “um achado”, “numa zona muito tranquila”, como terá dito a proprietária que se preparava para o despachar ao mais rápido interessado.
De facto, era um bom apartamento numa zona tranquila dos arredores de Lisboa.
Saiu satisfeita, prometendo ligar dentro de dois dias para confirmar a compra e tratar da papelada.
“Não se vai arrepender!” retorquiu a proprietária.
Saiu e procurou um café. Andou e andou, certa de que o que precisava era tempo para conhecer a zona.
Não se via vivalma.
Uma série de terrenos baldios em desordem, separados por meia dúzia de prédios e edifícios pré-fabricados decoravam a paisagem.
Encontrou então uma tasca, vazia e de mau aspecto.
“Aqui não se fuma!” foram as palavras de boas vindas.
Tomou café e simplesmente saiu.
Chamou um táxi e voltou para o seu bairro.
Passou pelo sem abrigo od costume e lançou-lhe uma moeda; lanchou no café da esquina e subitamente as conversas ganharam interesse; entrou no prédio e logo foi a
bordada pelo porteiro, “está muito bonita hoje”, e sorriu-lhe; até convidou para jantar a velhota simpática que vivia na porta da frente desde sempre, cujo nome nem sabia.
Foi então que aquela mulher de traços fortes percebeu que, afinal, fortes eram os laços que a ligavam àquele bairro e àquelas gentes.
Deitou-se e… naquela noite dormiu de televisão apagada!


…Porque tantas vezes só damos importância ao que já não temos ou estamos prestes a perder…
…Porque tantas vezes a única coisa que está mal é a forma como olhamos o mundo…
…Porque, simplesmente, somos humanos.

sexta-feira, dezembro 28, 2007

Retrospecto


Isto é algo que faço duas vezes por ano – no final do ano lectivo e agora.
Desta vez decidi publicar. Apenas me sento em algum lugar, respiro fundo e penso objectivamente acerca de tudo o que aconteceu durante o ano que está a acabar. Apenas para fazer um ponto de situação.


Foi um ano de surpresas.
Umas boas e outras menos boas. Se por um lado esperava fazer na faculdade muito mais do que fiz até Agosto, por outro fiz muito mais do que esperava a partir de Setembro.
Fiz uma viagem inesperada que me deu toda a energia para superar muitos obstáculos que encontrei daí em diante. Só lamento a dificuldade daquela língua, o que não me permite ir estudar para lá.
Depois a mudança inesperada de casa, que se tem vindo a tornar habitual, encontrei colegas que, apesar de não substituírem as anteriores, são fantásticas.
E outras tantas coisas que aconteceram pelo caminho...

Foi também um ano de sacrifícios.
Começou com algumas expectativas relativamente à faculdade, as quais não foram todas superadas, não sei se por ter o ego alto demais ou se, pelo contrário, o medo de voltar a errar me prendeu.
Ficar sozinha a estudar no meu aniversário e reprovar na oral dois dias depois foi quase traumático. Tive que repensar todas as minhas escolhas relativamente a um futuro profissional, mas creio que isso é algo que vou fazer nos próximos anos, dada a dificuldade do curso.
Felizmente estou a conseguir superar as expectativas previstas para mais um ano lectivo. Dizem que estou mais aplicada, eu diria mais entusiasmada.
Entendo o meu curso como um namorado a quem tenho que sorrir mesmo que por vezes não me apeteça muito, do qual tenho que cuidar para a relação não terminar.

Foi um ano de loucuras.
Muitas loucuras. Vivi ao longo de todo o ano um sem número de doces loucuras que guardarei para sempre, as quais não creio ser importante denominar.
Faria tudo vezes sem conta sem arrependimentos.
Conheci muitas pessoas, algumas muito interessantes, por sinal, que passaram a fazer parte de um número restrito a quem chamo amigos.
Vivi noites e dias de forma tão intensa como não imaginava ser possível.
Apaixonei-me, duvidei da paixão.

Foi, finalmente, um ano de conhecimento e aprendizagem.
Além das pessoas que fazem, agora parte da minha vida, foi um ano de conhecimento próprio, sempre positivo.
Conheci algumas das minhas limitações enquanto ser humano que sou.
Aprendi a fazer da solidão uma arma forte de liberdade. Isso permite-me ter uma vida independente e aproveitar cada momento como único.
Aprendi a dar valor aos meus amigos próximos, deixando alguns fantasmas do passado no respectivo lugar. E isso faz de mim uma pessoa mais saudável.


A todos os que por aqui passam, e aos demais,
desejo que o ano novo que se aproxima seja recheado de doces surpresas!

Feliz 2008!

terça-feira, dezembro 18, 2007

Escravos do azar




(Ver também: Turno da noite)

Regresso ao 'turno da noite'. Volto a deixar de ser a Mária, estudante, e transformo-me na mari, observadora.
Mais uma noite gelada. Hoje concentro-me apenas numa parte da população, dispersa pelos vários cantos do nosso mundo. Refiro-me aos escravos do azar.

Passam vidas inteiras na rua.
Alimentam-se de ar, muitas vezes poluído, e tudo o que recebem é tantas vezes desprezo.
Agarram-se à vida que não têm, com que gostavam de sonhar. Temem!
Alguns desejam apenas saúde e um sítio para dormir.
São pequeninos e esqueléticos mas conseguem ter um coração enorme!
São os escravos do azar.
Dos recém nascidos aos mais graúdos, nenhum pediu para nascer, nenhum imaginou que a vida seria uma morte antecipada.
Infelizmente, a maioria de nós só olha para eles nesta altura do ano, em que os corações ficam mais abertos, em que a sensibilidade anda no ar.
Também será estranho e de apontar o dedo o facto de eu escrever sobre este tema precisamente agora.
Na realidade, também eu ganho mais afectividade a estas causas nesta altura em que o frio aperta, esquecendo tantas vezes que o calor não lhes mata a fome.

Eu achava que o Natal era uma época hipócrita, talvez a mais hipócrita do ano, em que as pessoas sorriem porque fica bem, ajudam para não parecer mal.
Hoje tenho dúvidas.
Começo a pensar que, pelo contrário, esta é a única altura em que não existe receio de sorrir e de dar, nem medo de ficar com um pouco menos para dar um pouco mais a quem nada tem.

Aos escravos do azar!
Aquelas pessoas simples que sorriem com tão pouco, que contagiam tanto com apenas um sorriso, para quem uma insignificância vale o mundo.
Aboliu-se a escravatura mas os escravos continuam a existir em números estrondosos, no nosso país e no mundo inteiro.
São os escravos do azar.

Hoje volto a ser metade de mim, escrevendo e divagando à média luz, sob a lua coberta de nuvens.
Resta-me acreditar na consciência das pessoas e na força (quase sobrenatural) dos sobreviventes, aqueles escravos à força, nesta noite húmida e fria, que não lhes consegue servir de abrigo.


Sorrir-lhes será o primeiro passo?...

quarta-feira, dezembro 12, 2007

Amor com medida

Despediram-se com um beijo. Especial e único como todos os outros. Ela ficou a vê-lo partir, mentalizando-se da dura realidade.
Conduziu-se instintivamente até ao cais, o refúgio secreto. Esse era uma parte dela que o rapaz não teve oportunidade (ainda?) de conhecer.
Sentou-se junto da água, apertando os joelhos contra o peito. Quereria afastar o vazio? Talvez…
Seria aquele o primeiro dia de liberdade? O primeiro dia de tormento? Ou o primeiro dia de mais uma separação que ocupa o tempo de uma eternidade e o espaço de um vendaval porque vivida e sentida como tal?
Fechou os olhos, tentou segurar as lágrimas. Impossível.
Olhou o rio, conversou com as ondas miúdas, sentiu-se observada pela lua e aconchegada pelo céu limpo e estrelado.
E assim ficou, tendo perdido a noção do tempo. Naquela noite não tinha planos nem obrigações. Pertencia-se a si própria por um prazo indeterminado.
Levantou-se e seguiu.
Nesse momento percebeu que afinal o amor tem uma medida e que a felicidade tem um preço.

sexta-feira, dezembro 07, 2007

Encruzilhadas


Olhares a preto e branco
Na descoberta das cores do mundo.
A cada passo dado tenho mais a certeza de não querer voltar para trás.
Sinto-me bem!
Hoje acordei cedo…
Estou feliz mas cansada.
Dizes que sou
Boa na cama
Então Deita-te aqui
Sou eu
Adormece comigo.
Ganhar tempo agora
Para melhor viver
A vida
Olho a bolacha que tenho na mão
Passou connosco por um Naufrágio
E permanece intacta…
…Como o ‘nós’!


Com ou sem sentido foi isto que calhou.

Compor um post em prosa/conto ou poesia com o título dos últimos 10 posts, usando outras palavras, pelo meio, para dar sentido ao todo, é o objectivo do desafio que me foi lançado pelo meu amigo Dias… Pois porque na blogosfera também se fazem amigos!
Dos posts sem título retirei as primeiras palavras.

Da mesma forma, lanço o desafio a:
Tufa tau
Visão Caleidoscópica
Bia.

Um beijinho enorme com desejos de excelente fim-de-semana!

domingo, dezembro 02, 2007

Olhares a preto e branco


São olhares que nos transcendem
Gestos que nos param
São mãos que se estendem
Palavras que nos esmagam...
...e se separam.

São verbos insanos
Com cheiro a pecado
Sensações de ansiedade
Turbilhões de pensamentos.
Mas cuidado!
Os olhares estão atentos
O mundo está vigiado...
...e viciado!

São corpos que se esbatem
Entre o calor e a neblina,
Que se aproximam
Fazem eco, não sei porquê.
Cuja dor cresce em surdina
Mas não se sabe,
Ninguém a vê!

Valerá a pena explicar?
Explique-me a mim quem me lê...

domingo, novembro 25, 2007


A cada passo dado tenho mais a certeza de não querer voltar para trás.
Já passou tanto tempo e eu ainda aqui estou…
E tu também continuas cá!
És tu o meu caminho, é a ti que quero percorrer.
Conhecer cada milímetro teu como se de uma ilha abundante em aromas suaves e pedras preciosas se tratasse.
O tesouro? Esse quero guardar só para mim (um dia digo-te ao ouvido).


Não quero saber das más-línguas nem dos maus olhares nem de nada que nos transcenda.
Quero-te a ti com todas as características da embalagem.
Agora percebo que não somos um só.
Ainda bem!
Somos dois, eu e tu, e completamo-nos lindamente.
O t substitui o e, o e substitui o t e assim eu posso ser tu e tu podes ser eu.
Acrescentando um a e um m, como prefiro sempre, eu posso ser tua e tu podes ser meu.

…sempre que quisermos!

quinta-feira, novembro 22, 2007


Hoje acordei cedo…
Algo que não sei explicar invadiu o meu sonho e deixou-me desperta.
Uns ruídos… Coisa estranha!

Abri um olho e o outro e já não os consegui fechar mais.
A cama estava tão quenteinha…
Mas num impulso vesti o roupão e lá fui.
Nem sou muito sensível ao frio mas este é, para mim, um objecto de aconchego.

Em casa, nem sinal d vida…
Na rua, o sinal de um Outono temperado que se iniciou tardiamente…
O vento a mostrar a garra, as folhas a cair, uma meia dúzia de gotas de chuva…

Cabelos desorganizados, cachecóis e barriga à mostra é como melhor defino a minha postura!

Começam a ver-se umas luzes de Natal…

Já cheira a Hipocrisia!

(Será normal apenas uma folha ter cor, numa paisagem inteira? - entenda-se...)

Letras grandes e chamativas nas montras das lojas, as tendências para o Inverno pouco rigoroso que se aproxima.
As promoções de Natal…
…e uma meia dúzia de falsos sorrisos e falsas promessas de um ano novo que está próximo.
Sim meia dúzia… Porque ainda é cedo para virem em catadupa!



Como tal, pergunto:
Foi para isto que acordei??

domingo, novembro 18, 2007

'Boa Na Cama'


Pois é, mais um desafio... Desta vez em forma de mimo, o mais hilariante de sempre!

O Dias, que é um simpático e muito querido, imagina-me “boa na cama”.
Sim, é um querido mesmo mas sobre isso não há nada a dizer. É, sem dúvida, uma paragem obrigatória em cada vez que visito a blogosfera. Um beijinho para ti!

Então vejamos...

A dormir até sou tranquila, mas primeiro que adormeça demoro eternidades e acordo com muita facilidade.
Gosto de dormir encolhida, sem grandes movimentos, com as pernas dobradas e tapada até ao pescoço. Por acaso não ressono mas às vezes falo ahah!
Acordada... bem, não perguntei isso nem vou fazer grandes comentários mas já ouvi dizer que sou muito sensível – entendam isto como quiserem porque não vou desenvolver mais.
Muito pessoalmente, creio que sou Boa Na Cama consoante o estado de espírito e as preocupações ou ausência delas no momento.

Nomear 5 bloggers (não exclusivamente do sexo oposto) que, pelas razões mais diversas, imaginem ser bons na cama:


E ficamos por aqui...

Eu, que não dou grande importância ao sexo, creio que este não é prova de amor para ninguém (pelo menos, actualmente) mas sim uma forma de quebrar certos tabus entre um casal e levá-los a ver certas coisas que têm em comum.
Gosto de ter apenas um parceiro, que me conhece talvez melhor do que ninguém e a todos os níveis; mas sei que hoje em dia, Sexo no seu sentido mais lato revela mais um amor próprio como forma de satisfação de uma necessidade ou de um desejo do que um amor por outrem.

Muitos não concordam mas cada um molda as suas opiniões consoante as próprias vivências.

Expliquem, em traços gerais, o que é, para vocês, a definição de "bom na cama". Se quiserem desenvolver e explicar as vossas escolhas, parece-nos bem.

Bom Na Cama é o parceiro que, na viagem sexual, acompanha cada movimento, que está atento sem perceber, que sente o que sinto.
É essencialmente aquele que, após esta viagem, fica abraçado a mim a dar mimos e a falar de coisas que não passam na cabeça de mais ninguém.
E, claro, que dorme sem me destapar.

Deixar um comentário no blog dessa pessoa para que saiba que foi nomeada. O ideal será escreverem: "Acho que és bom/ boa na cama. Desafio-te no meu blog...", mas poderão ser mais comedidos.

Prometo!

Não podem ser nomeados:

Os autores do desafio: Bad e Ervi. É claro que somos bons na cama, e por isso não podemos tirar a competitividade a isto.

Se os autores falam, nós acreditamos e agradecemos aos seus papás por terem trazido ao mundo pessoas com tamanha criatividade!

Pessoas que se conheçam pessoalmente. Este é apenas um exercício de imaginação. Afinal, o erotismo está no cérebro, não é? O corpo reage, o cérebro age.

No mínimo interessante, de facto...

Pessoas que não conhecem pessoalmente, mas com as quais já estiveram na cama.(É IMPRESSÃO MINHA MAS ISTO NÃO ESTÁ A FAZER SENTIDO?)

Esta parte faz-me lembrar algumas passagens de alguns livros de Direito... Vá-se lá saber porquê!

Importante: se conhecem (no sentido bíblico da palavra) alguém que foi nomeado, e até sabem que não é bem assim, não queremos saber. Nas camas virtuais é bom quem nós achamos que é. Ao menos nessas que não existam desilusões...

Se bem que nem sobre as cenas passadas na cama real deveriam haver comentários. Não que eu já tenha passado por alguma situação vergonhosa desse género mas porque esses momentos são únicos e se duas pessoas não se dão bem na cama isso pode dever-se a uma incompatibilidade entre ambos.
Mas tudo bem!


Um sorrido a todos,
com o desejo de bom início de semana!

quinta-feira, novembro 08, 2007

Deita-te aqui...

Deita-te aqui...
Falta-me esta meia dúzia de páginas para dar como terminada a leitura deste livro mas deita-te aqui.
E abraça-me.
Claro que deixo. Aliás, quero!
Não, hoje não quero o teu corpo no meu.
Não quero sentir os teus dedos a estudar-me nem a tua língua a percorrer-me.
Não, também não quero as tuas pernas entrançadas nas minhas nem as línguas dançantes nem as mordidelas desde a orelha aos mamilos.
Nem quero sentir a tua respiração rápida nem os gemidos – que adoro.
Hoje quero apenas um abraço…
Quero um abraço, simples aos olhos de quem me lê mas único para mim porque só tu o sabes dar.
Agora dou por concluída a leitura.
Humm...
Que bom é sentir este abraço forte e caloroso!
Os meus dedos começam a querer tocar-te, as pernas a querer cruzar-se com as tuas, os dentes a querer mordiscar-te, os ouvidos a querer a tua respiração e a língua a querer sentir-te…
Huummm...
Mas hoje é o abraço o vencedor!
Um orgasmo num abraço… Será possível?
É bom!!
Não me largues!



E… Boa noite!

quinta-feira, novembro 01, 2007

Sou eu...

Tudo o que anseio e desejo,
Tudo o que planeio e produzo,
Tudo o que penso e uso…
Em tudo sou eu!

Tudo o que quero e sonho…
Tudo o que respiro e suspiro,
Tudo o que sigo e proponho…
Em tudo sou eu!

Tudo o que calo e não minto
Tudo o que desenho e pinto
Tudo o que sonho e sinto…
Em tudo sou eu!

Tudo o que ganho ou perco,
Tudo o que escrevo e apago,
Tudo o que comigo trago…
Em tudo sou eu!

Em cada passo dado,
Em cada gesto que faço,
Em cada abraço apertado,
Sou eu!

Sou eu!
Sou eu!

domingo, outubro 28, 2007

Ganhar tempo :)

Psssttttt!
Sim você mesmo!
Parabéns, ganhou uma hora!
Parabéns a você e a todos nós e ao ser que se lembrou de dar uma hora por ano à Humanidade!


É verdade, este é um fenómeno Universal que acontece uma vez por ano. Pena ser só uma vez!
Mas se assim é, que seja vivido da melhor forma possível.
Com tanta falta de tempo que hoje existe, com tanta azáfama, eu tenho a honra de usufruir desta hora na Lezíria Ribatejana, em pleno ambiente campestre, junto da família, a respirar ar puro e fresco!
Que bom!!!
Na realidade, oficialmente é dito que das 2 horas passou para a 1 hora mas eu defendo que, neste dia, cada um deve poder escolher a melhor hora para atrasar o seu próprio relógio, desde que isso não prejudique terceiros, claro.
Assim, cada um tem total liberdade de escolher a melhor altura do dia para aproveitar este tempo que nos é a todos tão necessário!

Não sei se idealista ou justa, sei que desta forma não íamos encarar este tempo como perdido.
E assim todos sorriamos um bocadinho mais
!



Bom Domingo!

domingo, outubro 21, 2007

...A vida!

Por vezes, o sonho dá-nos o que a realidade nos nega!
Tantas e tantas vezes sonhamos – mesmo que acordados – a pensar como seria bom se tudo fosse igual ao que não é…
Tantas e tantas vezes nos deparamos com uma realidade que não escolhemos, que nem sequer preparámos nem tão pouco prevíamos.
Pois é, amiga, somos humanos!
Seres parcialmente livres e relativamente capazes!
Porque de absoluto e totalmente verídico só temos duas coisas:
um dia, o nascimento; outro dia, a morte.
Nua e crua e quase impossível de mastigar!
Todo o intervalo entre um facto e o outro é um mistério…
Uma luta, uma conquista!
A vida!...
Forte? É o que se levanta da lama, trazendo no bolso as coisas más e nas mãos os sorrisos e as imagens de todos com quem se cruzou, espalhando pelos restantes a alegria de viver e a vontade de vencer!

Não perguntes como nem porquê, apenas sente e sorri!
As respostas chegam a seu tempo…

...A vida!

quarta-feira, outubro 17, 2007

Olho a bolacha que tenho na mão, a mesma que me preparo para devorar…
Dou uma dentada…
Mas algo me faz parar.
Então pergunto, pergunto-lhe, coisas e coisas que surgem desordenadamente e sem motivo.
Onde terá esta já andado e que mãos lhe terão já tocado?
Quantas prateleiras terá já pisado?
Quantas histórias terá já ouvido e por quantas hesitações terá já passado?
Porque terá vindo parar a mim, com tantos milhões de pessoas no mundo?
Esta simples bolacha que já foi só massa e que já foi apenas o conjunto de alguns ingredientes que se juntaram para cumprir o disposto numa receita…
A mesma que um dia será uma porção de migalhas e, mais tarde, apenas uma história.
Como tantas e tantas que existem mundo fora!
(Como tu, talvez um dia, serás também?...)

Ai… Se ela falasse…
Será que o mundo iria mudar?


Apenas reflectindo um pouco…