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"Todos sabemos que cada dia que nasce é o primeiro para uns e será o último para outros e que, para a maioria, é so um dia mais."
José Saramago

terça-feira, agosto 28, 2007

Num outro qualquer dia, diria que irias optar.
Mas não, não vais! Já optaste!
E optaste por ela.
Mais uma vez ela!
E mais uma vez eu... mas num segundo plano.
E em silêncio e sem movimentos bruscos para ninguém perceber.
Só tu.
Eu não, nem mais ninguém.

Serei eu tão boa que tens medo de não ser suficiente para mim?
Ou tão má que não chego para ti?

No meio de tudo e, afinal de contas, foi ela a única insuficiente.
E vai continuar a sê-lo.
Mas foi a ela que acabaste por escolher.
Não a mim.
Ou melhor, a mim também, mas só tu continuas a saber.
Eu não, nem mais ninguém.

Desamores...


Mas a vida não é só feita de lágrimas e, incrivelmente, este lugar faz-me sentir cada vez melhor!


Minha querida Visão Caleidoscópica, sim o desafio já está respondido e foi com grande honra que o fiz... Mas – e nada de gozar lol – não sei colocar links nos posts, como tal vou ter que perder aqui algum tempo a descobrir... É nestas alturas que me sinto uma autêntica "analfabeta funcional" lol...

segunda-feira, agosto 20, 2007


Meus amores! Sim já voltei de férias, mas os dias por cá têm andado agitados.
Como foi??? Inesquecível! Para repetir SEMPRE!
Desde o primeiro momento (ainda no aeroporto) até ao último segundo (já no aeroporto) fui acarinhada por todos com um sorriso que, de todo, não esperava! A saudade era visível ainda antes de partir...
Foi difícil a despedida. Muito difícil mesmo!! Mas voltei feliz por ter trazido daquele povo mais umas pedrinhas para o Castelo da minha vida! Deixei lá outras tantas, pois acredito num novo encontro e acredito que as relações fortes se mantêm mesmo a 2000km de distância.

A todos vocês, companheiros de guerra (se permitem que vos trate desta forma), deixo o meu muito obrigado pela força e pelo carinho que foram dando, mesmo sabendo que poderia não responder logo!

A ti, Visão Caleidoscópica, digo que o teu desafio vai ser elaborado hoje e que espero que seja o meu próximo post :)

Um beijinho e um sorriso a todos!

sexta-feira, agosto 10, 2007

O nada que é tudo!

Quanto falta p’ra (te) ter?
Quanto falta p’ra chover?
Quanto falta p’ra poder?

Sorrir

Mágoa,
Dor,
Ternura.

Quanto falta p’ra sentir?

Quanto falta p’ra fugir?
Quanto falta p’ra esquecer?

Sol,
Calor,
Energia pura.

Quanto falta p’ra viver?
- Nada!

Quanto falta p’ra morrer?
- Tudo!

E a vida obsura?

- Oh! Essa morte não chega a ti…



Aqui sou «Mari van Portugal»! digno de uma rainha, não?
Ainda não regressei das férias e, na realidade, estou a amar isto! Mas vir aqui foi mais forte! Tinha este pequeno sopro a pedir para ser lançado.

Por acaso (e só mesmo por acaso) o tempo tem estado bom.
Ontem choveu e hoje existem algumas nuvens mas tenho tido sorte!
O sol?? Esse existe nos olhos, nos lábios, nas palavras ... e é bom demais!

terça-feira, julho 31, 2007


Naufraguei!
Mais uma vez!
Após tantos e tantos dias e horas de esforço intensivo, uma eternidade, sem os resultados esperados e desejados, sinto que uma pequena pausa me fará bem e me dará força para mais uma época difícil em Setembro!
Não, não mereço estas férias e sou a primeira a assumi-lo!
Mas preciso. Preciso tanto!
Sinto o cansaço a apoderar-se de mim, a pegar-me ao colo, a puxar-me os cabelos e a gozar comigo com um ar de felicidade tal que fico com os nervos à flor da pele só de imaginar!
A realidade é que vou!
Vou para fora do país, sozinha e sem planos absolutamente nenhuns.
A única coisa que sei é o destino e o objectivo (ou parte dos mesmos).
Vou para sentir cada momento!
Do outro lado, pessoas queridas esperar-me-ão.
Talvez volte cheia de ideias e de força, cheia de boas vibrações que não consigo sentir aqui e agora!

Quanto a vocês, companheiros de guerra, levar-vos-ei a todos!
Cada grão de areia deste castelo vai estar comigo a tempo inteiro lá naquele lugar especial!

...quem sente os meus sopros sabe que sim!




Até já (para não parecer muito tempo) :)

sábado, julho 28, 2007

Mais desvarios...


A que cheira o ar?
A que cheira o sol?
A que cheira um ranger de dentes?
A que cheira a cor?
E o suspiro?
A que cheira a dor?

Mais um dia, mais uma noite
Mais uma eternidade de questões...
A vida
A fonte!

A que sabe um sorriso?
Sabe bem!
Mas sabe a quê??
A que sabe o horizonte?

Mais uma noite, mais uma eternidade
Nesta varanda que mais não me deixa que visualizar o céu
E o sonho!

A que cheira o pesadelo?

Questões unidas
Por vezes vencidas
Por mim e pelo cansaço.
Não pelo sono, só mesmo pelo cansaço!

De que cor é o cansaço?
De que cor são os falhanços?

Talvez no sono
Ou no sonho
Encontre as respostas...
Se elas, de facto, existirem.


Hoje não pouso a cabeça numa nuvem.
Junto uma pequena porção de estrelas
Das poucas que hoje vejo brilhar
Esperando que
Por baixo deste lençol, iluminem o meu caminho
E reconfortem a minha noite.
Deixo algumas de parte...
Para quem as quiser aproveitar.

Toma! Esta é a maior! Fica com ela!

segunda-feira, julho 23, 2007

Já passaram alguns anos...




Um sorriso...


Ou dois!


Um olhar...







Uma expressão!...

...que faz de mim uma pessoa diferente de todas as outras...

Não especial, mas única!

Quantos?? Muitos? Poucos? Eis o subjectivismo do ser...

Só ou já 1/5 de Século!

Entrem e imaginem-se no vosso Castelo!

Gosto de receber amigos!

domingo, julho 22, 2007

Baloiço dos sentires


Faço baloiçar o meu sentir…
Sinto-te longe e perto…
A distância e a proximidade afinal são irmãs e podem andar de mãos dadas…
E nós quase nem percebemos.
Faço-me baloiçar, juntamente com os meus desejos, pensamentos, sentimentos e sensações!
Sinto-te a baloiçar ao meu lado, tocando-me por vezes nos dedos das mãos…
Andas a uma velocidade estonteante, o que faz com que a proximidade seja cada vez mais veloz a distância cada vez mais evidente.
Mas tocas-me! E sorris!
Queres-me sem me quereres!
Ou sem me quereres, continuas a querer-me!
Ou talvez me queiras sem querer!
E eu?
Eu continuo com os meus desejos, pensamentos, sentimentos e sensações numa roda-viva…
Tento escolher a minha prioridade, entre o racional e o sentimental ou emocional…
Ou um meio-termo, se é que este poderá algum dia existir!
Baloiço-me com mais vigor mas nem assim te consigo superar…
Continuo a admirar-te! Continuo a querer alcançar-te!


Será que o problema é andarmos em baloiços diferentes?

terça-feira, julho 17, 2007

Isso hoje são barracas



As casas eram brancas com a bela da barra amarela (ou azul ou avermelhada).
Tinham uma chaminé e janelas quadradas.
Chaminé branca ou preta, cortinas nas janelas, azuis ou rosadas.
As casas da minha aldeia eram assim!
As casas dos meus desenhos assim o eram.
Algumas tinham as antenas e muito poucas a parabólica.

Hoje não!

Hoje isso são barracas.

Hoje não se fazem casas, fazem-se prédios com TV Cabo.
Não se vêem portas de madeira nem chaminés brancas e pretas.

Isso hoje são barracas.

A madeira é para queimar (e só nas casas mais rústicas).
Existem os ares-condicionados muito bem equipados e práticos de ligar.
Nos meus desenhos havia sempre o jardim com baloiços e relva.
E meninos a brincar.

Hoje isso são barracas.

Hoje existem as estradas negras e os carros estacionados.
E os meninos?
Mas eu gostava das casas da minha aldeia e gostava dos meus desenhos das casas da minha aldeia.
As nuvens eram azuis e o sol era enorme, com enormes raios e um sorriso obrigatório.
Gostava mais dos meus desenhos e dos desenhos dos meus amigos do que dos desenhos dos meninos de hoje.
Hoje os desenhos dos meninos têm nuvens azuis ou cinzentas, um sol pequenino.
E o sorriso do Sol?
E o teu? E o meu? E o nosso?

Oh! Isso hoje são barracas.



(a fingir que sou criança revoltada...)

sábado, julho 14, 2007


Noites quentes
Corpos estoirados
Vazias as mentes
Corações gelados

Gelados de gelo frio
Os corações com o calor
Cansado e vazio
O corpo que, no rio,
Consigo faz amor

Vazias as mentes
De ideias brilhantes
Apreciando apenas
O desejo dos amantes

Noites quentes
Que permitem o suor
Dos corpos que, gementes,
Fingem fazer amor

Os corpos estoirados
Após tanta euforia
Ficam ali parados
Sem coração
De alma vazia

São apenas…

Corpos estoirados
Em noites quentes
Com corações gelados
E vazias as mentes.

domingo, julho 08, 2007

Lembro-me das primeiras palavras, ditas sem os lábios, sentidas sem o olhar.
Lembro-me, ainda, das primeiras palavras, ditas pelos lábios, do primeiro olhar.
- Para quem é a mousse?

Lembro-me do primeiro gesto!

Tu estavas lá! E continuas lá!
E nada mudou! Continuas lá. Não cá!
Era difícil crer no que tinha encontrado. Muito difícil mesmo!
Agora estou em ti e tu estás em mim...


Será possível continuar a recordar Novembro?


Agora apetece-me gritar, correr, fugir, voltar e calar, enquanto esta lágrima vai escorrendo. Não sei se doce ou salgada... Creio que um pouco de ambas, uma espécie de agridoce. Não consigo definir a sua textura, mas sei que dói! Dói cá dentro e não é pouco. Magoa, faz ferida!

Claro que não a vês!

Já olhaste em teu redor? Já reparaste no quão perto estás do céu? Quero alcançar-te! Deixa!

Encosto-me a uma nuvem daquelas que trouxe do céu numa das nossas viagens...

Hoje reparo que não foi ela que me serviu de aconchego em tempos menos bons. Foste tu! E hoje a nuvem continua cá e tu não.

Vou cantarolando uma qualquer música das nossas, imaginando que nada disto está a acontecer...

INÚTIL!
(a primeira imagem tem uma pequena porção de luz ...
...mas não me parece que signifique alguma coisa)

quinta-feira, julho 05, 2007

Naufrágio - Parte III


Que me dê um mapa e trace a rota
Que pinte uma tela e me mostre a minha vida
Que me dê uma bússola e indique a direcção!

Que eu já não sei nada!
Não sei, não.

Ou, no mínimo,
Que me dê um mapa sem traços
Que me dê os materiais para pintar
Que me dê uma bússola!

Que eu estou perdida
Não sei para onde virar!

Mundos e fundos
Quimeras e mares por navegar

Posso correr tudo,
Digam-me apenas por onde me guiar!

Os atletas partem e sabem onde é a chegada
E se não souberem alguém grita na bancada

Os camionistas, nas entregas,
Sabem qual é a estrada

O rio corre sempre e conhece a direcção

Mas eu já não sei nada!
Não sei, não!

Alguém me mostre o caminho
Alguém me dê uma pista
Alguém me dê um sinal
Que eu não vejo terra à vista!

(Ninguém tem coragem?)

1º Aniversário :)

E foi no passádo dia 30 que este Castelo fez o seu 1º aniversário!

(O tempo é de muito estudo, tendo tirado esse fim de semana para descansar e peço as minhas sinceras desculpas, mas estava mesmo a precisar...)

É verdade, foi no dia 30 de Junho de 2006 que coloquei a primeira pedra, o primeiro sopro neste Castelo.

Só passou um anito mas quero agradecer e congratular a todos os que visitam esta parte de mim e a todos os que, além de visitarem, me ajudam a construi-lo e a melhorá-lo, tornando-o cada vez mais forte e completo!


Por isso, e com grande alegria, vos ofereço
BOLO DE CHOCOLATE virtual!

SIRVAM-SE À VONTADE!!

segunda-feira, julho 02, 2007

Pequenos devaneios


Às vezes pergunto-me como é que sinto uma coisa tão GRANDE por ti e tu não aceitas que te dê um bocadinho para sentires por mim esse bocadinho que quero.
E fico triste...
Mas há alturas em que parece que sentes esse bocadinho por mim mas, por qualquer motivo, tens medo de o afirmar.
E assim vou esperando por ti...
Mas demoras a chegar e tenho medo.
A esperança e o medo andam assim de mãos dadas comigo, ora um, ora o outro...

E aqui se baseia a minha dúvida...

terça-feira, junho 26, 2007


Abriu os olhos, olhar ensonado...
Rastejou para fora da cama, a passos trocados...
Partiu!

A porta ficou aberta,
A alma ia deserta,
Partiu!

Nada comeu,
Nada bebeu,
Nada preparou,
Nem de roupa trocou...
Partiu!

Passeou-se pela aldeia,
Deu por lá volta e meia...
E partiu!

Lá ninguém o encontrou,
Por nenhum café ele parou...
Acordou, passeou e
Partiu!

A sua amante era a poesia,
Era cego e alegre, o senhor,
E na bengala escrevia
Longas cartas de amor!

Mas partiu...



Sonhamos tanto e tanto...
Por vezes pensamos que não, que temos plena consciência da realidade!
E nesses momentos não é o sonho que comanda a vida, mas sim o seu oposto. Talvez este senhor se chame Sonho!
Talvez esteja este senhor poeta, alegre e cego guardado em todos nós...
Gosto de acreditar que sim!

...ente


Era uma ilha deserta…
Nela morava o vazio…
Era uma ilha pequena
Cujos habitantes morriam de frio…

A mente do Senhor Clemente
Era uma ilha deserta
Cujo habitante
Neurónio
- O único que lá cabia -
Tinha neurónios desertos
E nem sabia…

Era uma mente deserta,
Povoada de ar e vento
E estava deserta
Para ser
Grande mente por um momento

Desejou tanto, tanto, tanto
Que, com muito espanto

A mente
Do nosso amigo demente
Do tal Senhor Clemente
De repente
Tornou-se inteligente!

O Senhor Clemente
O ex senhor demente
Actual Senhor Inteligente
Passou a ser povoada…

Eram tantos os neurónios
Todos muito sábios
Que a ilha deserta
Que agora foi descoberta
Tornou-se um sítio belo

O senhor Clemente
Construiu um castelo!

E tu, que esperas?
:)

(A mari na “ressaca” dos exames lol)

sexta-feira, junho 22, 2007

"Vidaeologia"

Pedro Paixão escreveu, algures, esta frase:
“A biologia é uma ciência quase exacta e a natureza tem a inteligência das pedras.”

Talvez seja a História uma ciência exactamente exacta e tenham os factos escritos e falados a verdade inteligente de quem os viveu.
Assim o espero…
Fazer História de uma história que não aconteceu seria o mesmo que querer navegar em mares de pedra ou pensar sentimentos em vez de os sentir.

Esta é a minha natureza e a minha ciência…
Sou natural do Mundo e a minha localidade é a Terra.
O meu pai é o Sol, a minha mãe a Lua!
Vim parar ao 3º Calhau a contar do Sol, creio que só mesmo por acaso.
Tenho vários irmãozinhos espalhados pelos restantes planetas!

Mas gosto de morar aqui!

Tenho na minha essência a consciência de estudar uma ciência de vida.
A vida por si só é uma ciência!
Há que saber estudá-la e vivê-la, distinguir os pólos positivos dos negativos, as aversões que temos a determinadas substâncias e aquelas com as quais fazemos óptimas reacções!
Só me admiro como é que ainda ninguém inventou a Vidaeologia ou qualquer coisa que o valha…
Economias e Sociologias para aqui, Histórias para ali, Biologias e Geografias para acolá…
Com tanto que se estuda hoje, que se aprende hoje, que se ensina hoje, não seria mau aprender a viver!



(Esta é a mari crrrrruuuu... e os seus devaneios na pausa do estudo de História do Direito.
É favor dar o devido desconto lol…)

quarta-feira, junho 20, 2007

Hoje sinto a alma

GRAAANNNNDDDE!!

(a disfrutar de um momento de glória...)

domingo, junho 17, 2007

Naufrágio - Parte II

...Continuação...

Não, não era. Deixei-me levar até lá.
Quando chego, para grande espanto meu, deparo-me com uma ilha deserta.
Deserta de pessoas, de animais, de plantas. Enfim, deserta de vida!
Voltei a estar sozinha…
E vou ter que construir um abrigo e vou ter que sobreviver!
Muitas vezes, sentada na areia recordo o tempo em que me perdia no mar, em ti, as aventuras por que passei, as gargalhadas e os sorrisos, a forma aconchegante e terna com que me acolhias…
E tenho vontade de voltar a perder-me, de voltar a sentir que me pertences, por muito pouco que possa ser.
Às vezes ainda vou molhar os pés…
Logo a seguir, uma parte de mim que não sei definir, diz-me que foste tu que me empurraste para esta ilha deserta e, independentemente do motivo, tenho que aceitar e aprender a viver aqui.
Não estou irritada nem magoada… Um pouco triste, confesso… e até surpreendida pela negativa… Esperava mais de ti! Sei que o consegues!
Mas vou ter que deitar mãos à obra, nunca fui de me conformar com coisas que não me façam sentir bem.
Ambiciosa? Talvez, e não deve ser pouco.
Teimosa? Mais ainda!
Vou construir aqui um castelo. Forte e aconchegante!
Se algum dia me bateres à porta, acolher-te-ei com carinho e brindar-te-ei com o melhor vinho!
Agora tenho muito que fazer... Uma ilha inteira para conhecer!!

quarta-feira, junho 13, 2007

Naufrágio - Parte I


Há uns tempos atirei-me de cabeça ao mar…
Embarquei numa aventura, mal sabia o que me esperava.
O meu barco era forte, não temia que algo de errado pudesse acontecer.
Provavelmente a minha impulsividade também tomou parte da decisão.
Atirei-me e lá fui eu… Sem arrependimentos, claro!
A certa altura dou por mim perdida… no mar, no teu mar, em ti!
O barco forte onde ia afundou e apenas tive tempo de pegar no barco de emergência (se é que é este o nome devido).
Este novo barco é a remos, mas não me deixo intimidar!
Perdi-me no mar…
Tu não deixavas que o vento soprasse nem sequer agitavas minimamente as águas.
Até a lua e o sol pareciam gozar comigo e não querer que encontrasse um caminho.
Como que a dizer que era ali que deveria permanecer…
A certa altura, lanço ao teu mar umas pedras que estavam perdidas no barco onde me encontrava, na esperança de baterem nas profundezas e criarem alguma reacção.
Tentei e tentei até que consegui umas pequenas ondas…
E… Terra á vista?! Será miragem?
Continua...

quinta-feira, junho 07, 2007

Cansada... Pequenina e frágil...

Em pequenos sobressaltos, volto a pousar a cabeça na nuvem mais próxima.
Não poderá ser por muito tempo, visto este (tempo) ser o bem mais escasso de todos, neste momento.
Estou cansada…
Cansada de errar, cansada de perder.
Cansada de estudar…
Cansada de nunca mais acertar.
Cansada de lutar e não vencer.
Cansada de mim própria.
Deste orgulho e desta coragem que de muito pouco me têm servido.
Pouso a cabeça nesta nuvem macia, que se calhar nem mereço…
Mas preciso.
Meia hora deve ser suficiente…
Acordem-me, entretanto.

Ouço “Paciência”, de Mafalda Veiga e João Pedro Pais que diz que
“Mesmo quando tudo pede um pouco mais de calma… eu sei… a vida não pára, não…”
E identifico-me…


E sinto-me assim
Pequenina e frágil…