"Todos sabemos que cada dia que nasce é o primeiro para uns e será o último para outros e que, para a maioria, é so um dia mais."José Saramago
segunda-feira, julho 27, 2009
(foto original nossa)
Sabes que salvas sempre os meus dias?
Reparo na barreira ténue entre o perfeito e o imperfeito. Basta um clic! E cruzo os dedos e peço a todas fadas para que o primeiro volte depressa.
A lua, ainda visível, sorri-me. Guarda em segredo os momentos nossos. E aos poucos torna-se invisível, para permitir a saudade. Eu? Estou sentada no parapeito da janela deste espaço já tão nosso. Se me atirar daqui, creio conseguir flutuar, tão leve que estou...
Porque me tens!
E és tão bonitinho =)
quinta-feira, julho 23, 2009
Eu sempre gostei de ser o centro das atenções pelas coisas que escrevo, pela forma pouco envergonhada com que sempre falei em público, enfim por coisas que fiz ou faço. Não à toa, apenas porque naquele dia a minha mãe me deu à luz (ela sim, merecia ser o centro das atenções, então).
Lembro-me de uma vez, na igreja, a freira me pedir para cantar uma canção. Deu-me o microfone e lá fui... “ ’tava a assar sardinhas, com o lume a arder, queimei a pilinha sem ninguém saber (...)”. Risada total, todos adoraram... Até a minha mãe teve que se render! E sim, sou rapariga lol!
Na realidade, já mereciam umas férias. E, na realidade, as crianças também já mereciam sair daqui nem que fosse por um dia. E, na realidade, eu também já merecia um dia assim,
.....para mim,
...............de introspecção,
...........................com o comando só meu,
.................com comida apenas à medida da minha fome,
...............................................com a piscina só para mim,
cujo som que oiço quando deitada na espreguiçadeira é o do vento a passar pelas árvores lá de fora...
O meu aniversário é que não tinha que ser hoje...
Foi no dia vinte e três de Julho de mil novecentos e oitenta e sete.
Tinha escrito umas coisinhas sobre a minha terra, tema ao qual desejaria ter dedicado este post. As saudades já são imensas! Ontem vi os meus pais… E que vontade tive de ir com eles! Esta sensação de ficar para trás tem tanto de terrivelmente mau como de absurdo, mas é incontrolável! Vão-me valendo o namorado, que não me deixa ficar só, e a colega de casa com quem também solto umas gargalhadas…
Mas ficará para uma próxima oportunidade. Hoje vou responder a um mimo, em forma de desafio, que me foi oferecido primeiro peloDias, que é um simpático e que deposita uma maturidade enorme no que escreve, e posteriormente pela minha querida Neia, amiga mais recente e que tem uma alma enorme e um coração doce (doce demais para ficar triste com os dias)!
O desafio consiste em mencionar 5 coisas que gosto e desafiar (ou oferecê-lo, como prefiro sempre) a 10 blogues, não esquecendo, é claro, de divulgar as regras e de deixar comentário nos blogues desafiados.
Pois bem…
Gosto da minha casa (leia-se também a minha família)! Adoro, é um mundo quase à parte, que me dá sempre energia, que me devolve sempre uns pós mágicos que não me permitem que o sorriso desapareça, que está sempre, sempre, sempre.
Gosto da minha terra (leia-se também o Rancho Folclórico dos Campinos da Azinhaga)!Dançar faz-me sentir bem, tira-me grande parte do stress que acumulo ao longo da semana! Dançar no rancho faz-me, além disso, reviver e sentir sempre a energia de ser ribatejana, com garra, com fé, sem baixar os braços.
Gosto dos amigos! Que, apesar de não serem muitos, me são muito. E que apesar de andar distante nesta altura, sabem e sei com quem contar.
Gosto do sol (e da praia e do campo)! E de sair por aí com óculos de sol e sandálias, sem preocupações com o frio e com casacos.
Gosto de Direito!Que, apesar de me dar um trabalhão dos diabos, me preenche a alma. E me faz quase desesperar em alturas como esta.
E… Gosto de dar beijinhos e abraços e mimos! Gosto.
Foram 5 e 1bónus (não vi em lado nenhum que não era permitido). Sou muito agarrada a emoções e muito pouco a materiais. Levem-me tudo, deixem-me o discernimento!
Tiro os sapatos e as meias... Olho o céu com muita força. Só gostava de ter asas... Levem-me o coração, ou a sua parte menos prática. Mas dêem-me umas asas! Quero sentir o chão a escapar-me dos pés, saber-me no nada. Nem branco nem preto, nem dor nem sentidos. Nem ar. Nem palavras. Absolutamente nada. Tiro os ponteiros do relógio e guardo-os no bolso. E assim o tempo será meu, terei tempo para mim. E para nada. Quero fugir desta selva em direcção a coisa nenhuma. Nada. E, no regresso, será muito pedir ordem? Nem justiça nem união. Ilusão... Um pouco de ordem será suficiente!!
Mas, por agora, só gostaria mesmo de ter asas... Por tudo. E para nada!!
Palavras para ti serão sempre poucas, mas também algumas até desnecessárias.
Por isso aqui vai só uma meia dúzia delas...
Porque és um hino à mulher e à maternidade,
Hoje não te escrevo muito…
…Admiro-te mais!
.
Este dia é especial porque tu existes.
E é teu, mas é meu também.
.
Obrigada!
Beijinhos e muitos, muitos PARABÉNS!
quinta-feira, fevereiro 19, 2009
Escrevo com um lápis pequeno numa folha virtual amarrotada pelo uso, enquanto percorro a cidade. Não sei em que estado me encontro. Estupefacientada ou estupefaccionada estou, talvez ainda um pouco. Passo numa rua velha e olho um vidro de uma casa em ruína. E reparo… Tens um sorriso mesmo bonito!
- O que é isso?!
Quando me olho vejo o teu sorriso, quando me toco sinto as tuas mãos, os teus dedos. Não importa o estado em que me encontro nem o chão que piso. Levas-me os medos, trazes-me o que preciso. (Apenas) estás em mim. Amor. É isso.
Deitei-me tarde. Queria cair na cama e só acordar tempos depois. Não deu. Acordei cedo. Tudo parece ainda um pesadelo. Descobri que o barulho me acalma. Latas a bater, que não permitem sequer a fala. Bate forte, toca alto, sente-se fundo. Ao perto. A maquilhagem disfarça a angústia, afasta o incerto. Sorrisos tranquilizam a alma. Mãos aquecem o coração. A dormência! Verdade ou ilusão? Dúvidas existentes.
E se uma parte de mim pudesse passar uma temporada sob o efeito de estupefacientes?
Na minha casa as prendas não são abertas no dia 24 de Dezembro à meia-noite.
Nessa noite, todos (as crianças) vão cedinho para a cama, para permitir que o senhor das barbas tenha tempo de distribuir as prendas todas, a todas as crianças do mundo!
Na manhã de dia 25 acordamos todos cedinho – eu quase não dormia.
As crianças são sempre as primeiras a acordar e quando chegam à sala vêem os montinhos todos organizados, cada um com o sapatinho da pessoa a quem pertence.
Desta vez fomos surpreendidos…
Oh mãe, tu deste-me umas prendas e os avós e as tias deram-me outras…
Mas afinal qual foi a prenda do Pai Natal?
Estas foram as palavras da minha sobrinha, que tem 5 aninhos…
Correm-se riscos, fazem-se apostas, ganha-se e perde-se. Muitas vezes até creio ser uma questão matemática, em que basta entender o seu funcionamento para fazer a melhor aposta.
Na vida ou na roleta?
Por vezes confundem-se, como agora…
E quando nos são trocadas as voltas?
A vida, tal como a roleta, não depende apenas de cada um. Existem outros seres humanos, ou apostadores, em nosso redor que não permitem a uma só pessoa o controlo total da máquina.
Mas há que arriscar e ir apostando. Ficar a vida toda a apostar no vermelho ou preto não dá para nada. Perde-se muito pouco mas também não se ganha quase nada. Estagna-se! Há que deixar o medo e ver a roleta (ou a vida) girar! Se assim não fosse, não tinha emoção!
E de todas as vezes olhamos para aqueles números, ou pensamos em certos momentos, quantas vezes não parece que são apenas lances desordenados? Mas não são! São eles que, de uma forma ou outra, nos vão permitir fazer a melhor aposta futura, nem que seja pela análise que lhes fizemos.
Gosto disto!
E num instante o casino tornou-se um lugar especial e a roleta um grande mistério. Se se tratasse de um conto de fadas, a história terminaria por aqui. Dado que assim não é, jogam unidos no jogo da vida (tantas vezes indecifrável, feita roleta), apostando no amor, no carinho, na compreensão… Haverá melhor trunfo?
Esta é a história de um menino, o Baah. Como tantas histórias, tem uns aspectos verídicos e outros fantasiados. Conheçam-na e apaixonem-se, como eu... ____________
Vivia na aldeia da Galeola, uma das muitas aldeias clandestinas, habitadas por imigrantes, neste nosso Portugal. Chama-se Baah, é de origem guineense, e desde cedo (ou desde sempre) viveu em condições miseráveis, com o perigo à porta (ou até mesmo dentro de casa). Na aldeia, era apenas mais um miúdo que iria seguir o caminho de todos os outros – o da droga e do crime. Não se conhece outro naquelas bandas... Subitamente, ao ver uma cena de pancadaria entre os pais, Baah, o menino tímido e quase sensível, encheu-se de coragem e num gesto conseguiu ser levado, juntamente com a sua mãe e a irmãzinha, para um local onde amor e afecto são o pão nosso de cada instante. Entrou na escola para aprender muitas coisas. E surpreendeu. O Baah é um menino diferente... Quando a professora lhe pede para pegar no lápis e fazer um desenho ou copiar uma letra do quadro, este responde com aquele olhar doce e em voz baixa, num semi-sorriso: - Não sei... Tantas vezes conviveu com armas que agora tem medo de pegar num simples lápis de carvão. É diferente, não pior! Não sei que tipo de homem será, um dia, o Baah. Sei apenas que, agora, pode ser igual a todos os meninos da sua idade. E é um herói entre os coleguinhas lá da escola.
terça-feira, setembro 09, 2008
Que os meus olhos se fechem e o meu corpo se embale...
Junto do teu! Que a minha alma se solte e voe até ao sonho...
Com a tua! Que todos os minutos continuem partilhados...
Contigo!
Não procurava nada nem ninguém, e encontrei-me...
Ao encontrar-te!
Acaso ou destino?
Atitudes certas nos momentos ideais!
Conhecimento + crescimento. .
Cumplicidade
Força
Garra ...que agarra.
Porque a plenitude constrói-se, a felicidade sente-se, o amor vive-se!
Ia na direcção do cais, a menina. Aquela que tantas vezes se sentou de pernas contra o peito a observar as ondas e a captar a energia do sol. Lá ia. Lá foi. Desta vez não se sentou, ficou de pé. Algo estava a mudar... Talvez ela própria estaria a crescer, não sei. Calçava umas sandálias altas e vestia apenas uma saia e uma blusa de verão. Subitamente desatou a correr, tomando um qualquer rumo que a própria desconhecia. Também não sei onde foi... Fiquei apenas a vê-la desaparecer no horizonte. Passadas umas horas recebi uma mensagem escrita no telemóvel...
Decidi fintar as minhas fraquezas... Tantas vezes observei as ondas e nunca tive coragem para lutar como elas. Esperava o mundo aos meus pés mas decidi que quero abraçá-lo, senti-lo, vivê-lo! Um beijinho.
Revejo-me, hoje, nesta menina de traços simples. Como ela, percebi que existe magia nos pequenos gestos que nos tocam e quero saboreá-la... Cada vez mais!
Deixo um beijinho enorme e um sorriso ainda maior!