
Os olhos estão baços,
Colados no horizonte.
Os braços?
Esses estão cansados,
Os dedos pesados,
Curvados, tipo ponte.
Estes espaços em branco
Teimam em ser cobertos…
De palavras, de lágrimas,
De sorrisos incertos.
Eu canto, tentando apaziguar o vazio.
E sopro e suspiro para afugentar o frio.
Continuo perdida nesta ilha onde vim ter.
Já desesperada procuro guarida!
Construí um abrigo para me proteger
Mas o mar levou-o e deixou-me desvalida!
Apenas me resta uma torre que também eu própria fiz.
De lá avisto apenas o mar.
Converso com ele, imagino o que ele diz.
Agora vou ter que construir tudo de novo!
Mais uma vez!!
Cada estaca,
Cada folha de palmeira,
Cada cortina de esperança,
Cada trança de uma nova temporada.
Mas hoje fico aqui sentada.
Não sei para que lado fugir.
Meu Deus, a ilha é redonda!
O mar vai e vem sem avisar ninguém.
Hoje veio, carinhoso, aconchegar o meu início de noite.
Nunca sei o que esperar, o que prever.
Não quero enlouquecer.
Perco-me em mim e num sem número de doces recordações que guardo de uma vida que já passou.
E consigo sorrir. Mesmo sabendo que já a perdi.
Não me prendo ao passado e, por vezes até o quero esquecer.
Como agora!
Já será hora de viver?
Colados no horizonte.
Os braços?
Esses estão cansados,
Os dedos pesados,
Curvados, tipo ponte.
Estes espaços em branco
Teimam em ser cobertos…
De palavras, de lágrimas,
De sorrisos incertos.
Eu canto, tentando apaziguar o vazio.
E sopro e suspiro para afugentar o frio.
Continuo perdida nesta ilha onde vim ter.
Já desesperada procuro guarida!
Construí um abrigo para me proteger
Mas o mar levou-o e deixou-me desvalida!
Apenas me resta uma torre que também eu própria fiz.
De lá avisto apenas o mar.
Converso com ele, imagino o que ele diz.
Agora vou ter que construir tudo de novo!
Mais uma vez!!
Cada estaca,
Cada folha de palmeira,
Cada cortina de esperança,
Cada trança de uma nova temporada.
Mas hoje fico aqui sentada.
Não sei para que lado fugir.
Meu Deus, a ilha é redonda!
O mar vai e vem sem avisar ninguém.
Hoje veio, carinhoso, aconchegar o meu início de noite.
Nunca sei o que esperar, o que prever.
Não quero enlouquecer.
Perco-me em mim e num sem número de doces recordações que guardo de uma vida que já passou.
E consigo sorrir. Mesmo sabendo que já a perdi.
Não me prendo ao passado e, por vezes até o quero esquecer.
Como agora!
Já será hora de viver?