
Quis voltar ao cais e não conseguiu.
Precisava de absorver a energia do sol e a força das ondas.
O tempo não permitiu.
Sem rumo, saiu de casa e passeou-se pelas ruas da cidade.
Sentia-se sem destino.
O sol brilhava – queimava mesmo – mas ela mal sentia.
Sentou-se num banco de um parque abandonado pelo tempo e encostou os joelhos ao peito.
Não olhou o horizonte, como de costume.
Fechou os olhos com força, como que a querer que as veias jorrassem o sangue que sentia ter em demasia.
Os três sorrisos ainda não tinham dado resultado, e não percebia o porquê. Já nem os três sorrisos a confortavam!
O mundo que, aparentemente, teria ganho cores, parecia querer voltar ao preto e branco.
Para quê? Para quê predispor-se a sentir aquela energia se no instante seguinte iria perder tudo de novo?
Precisava de morrer por instantes para renascer mais tarde!
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Escrevi este texto do nada e dediquei-o à minha querida Neia. Hoje ofereço-o a todos vós!
Na realidade, tenho um rumo… ou vários!
E apesar de querer olhar o horizonte e mais além, estou centrada nos livros e apontamentos.
É por isso que no próximo mês vou andar ainda mais desaparecida…
De facto, o tempo não vai permitir…
E tudo o que vou poder absorver resume-se a letras e frases e ideias.
O sol virá depois!
E sim, os sorrisos ajudam sempre!!