Como tantas histórias, tem uns aspectos verídicos e outros fantasiados.
Conheçam-na e apaixonem-se, como eu...
____________
Vivia na aldeia da Galeola, uma das muitas aldeias clandestinas, habitadas por i
migrantes, neste nosso Portugal.
Chama-se Baah, é de origem guineense, e desde cedo (ou desde sempre) viveu em condições miseráveis, com o perigo à porta (ou até mesmo dentro de casa).
Na aldeia, era apenas mais um miúdo que iria seguir o caminho de todos os outros – o da droga e do crime.
Não se conhece outro naquelas bandas...
Subitamente, ao ver uma cena de pancadaria entre os pais, Baah, o menino tímido e quase sensível, encheu-se de coragem e num gesto conseguiu ser levado, juntamente com a sua mãe e a irmãzinha, para um local onde amor e afecto são o pão nosso de cada instante.
Entrou na escola para aprender muitas coisas.
E surpreendeu.
O Baah é um menino diferente...
Quando a professora lhe pede para pegar no lápis e fazer um desenho ou copiar uma letra do quadro, este responde com aquele olhar doce e em voz baixa, num semi-sorriso:
- Não sei...
Tantas vezes conviveu com armas que agora tem medo de pegar num simples lápis de carvão.
É diferente, não pior!
Não sei que tipo de homem será, um dia, o Baah.
Sei apenas que, agora, pode ser igual a todos os meninos da sua idade.
E é um herói entre os coleguinhas lá da escola.

Chama-se Baah, é de origem guineense, e desde cedo (ou desde sempre) viveu em condições miseráveis, com o perigo à porta (ou até mesmo dentro de casa).
Na aldeia, era apenas mais um miúdo que iria seguir o caminho de todos os outros – o da droga e do crime.
Não se conhece outro naquelas bandas...
Subitamente, ao ver uma cena de pancadaria entre os pais, Baah, o menino tímido e quase sensível, encheu-se de coragem e num gesto conseguiu ser levado, juntamente com a sua mãe e a irmãzinha, para um local onde amor e afecto são o pão nosso de cada instante.
Entrou na escola para aprender muitas coisas.
E surpreendeu.
O Baah é um menino diferente...
Quando a professora lhe pede para pegar no lápis e fazer um desenho ou copiar uma letra do quadro, este responde com aquele olhar doce e em voz baixa, num semi-sorriso:
- Não sei...
Tantas vezes conviveu com armas que agora tem medo de pegar num simples lápis de carvão.
É diferente, não pior!
Não sei que tipo de homem será, um dia, o Baah.
Sei apenas que, agora, pode ser igual a todos os meninos da sua idade.
E é um herói entre os coleguinhas lá da escola.